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Menarim Sementes - Eventos

Dia de Campo - Soja Livre
15/03/2012

Agricultores buscam tecnologia na produção de soja convencional Dia de Campos discute a expansão do programa Soja Livre no Paraná Promover o conhecimento e a troca de tecnologias sobre a produção de soja convencional foi a proposta do 1º Dia de Campo, promovido pela Menarim Sementes, de Castro. O encontro, que reuniu cerca de 100 pessoas, entre produtores, pesquisadores e técnicos, aconteceu ontem (15/03), na fazenda Vó Anna, em Ventania. O objetivo foi discutir e apresentar as vantagens na produção do cereal sem a modificação genética. O evento faz parte do programa Soja Livre, que nasceu a cerca de três anos, no Mato Grosso e passa a ganhar força agora também no Paraná. Essa foi a segunda ação do gênero na região dos Campos Gerais e faz parte do programa anual de transferência de tecnologia da Fundação Meridional, da qual a Menarim Sementes faz parte. Além de palestras e atividades técnicas, o grupo pôde conhecer cultivares da modalidade convencional, desenvolvidas pela Embrapa. Entre as discussões levantadas pelo movimento, está a importância de preservar o direito de escolha do produtor, em relação ao tipo de semente que se deseja plantar. Para Luiz Carlos Miranda, gerente da Embrapa, iniciativas regionalizadas são fundamentais para que a cadeia produtiva some forças e concentre informações sobre as vantagens na produção de soja convencional. Segundo ele, que também é gestor da parceria entre a Embrapa e a Fundação Meridional, a principal discussão envolve a manutenção da escolha por parte do agricultor, a bonificação no momento da comercialização, com preços melhores se comparado ao produto transgênico e a rotação de culturas. “Entendemos que há um nicho de mercado e todos os envolvidos estão buscando estabilidade na produção, com cultivares altamente competitivas, com maior qualidade e sustentabilidade para o agricultor”. Segundo Ivan Paghi, da Abrange (Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados), a região dos Campos Gerais possui um potencial produtivo muito grande e o fundamental é trabalhar para aumentar os pontos de recebimento do produto convencional e evitar qualquer tipo de contaminação com a soja transgênica. “A soja livre é um produto nobre, com alto valor agregado e precisamos manter e consolidar essa característica”, destaca. Segundo ele, o Brasil é o maior produtor do produto no mundo. Dos 24 milhões de hectares cultivados no país, 30% são de soja convencional. O Paraná está em segundo lugar no ranking, perdendo apenas para o Mato Grosso. Crescimento O produtor rural de Tibagi, Luiz Renato Correa, que optou pelo plantio de soja convencional, diz que o mercado é promissor. Ele acredita que ficará melhor, na medida em que há investimento em cultivares de alto desempenho. O preço diferenciado, que já vem sendo pago à soja livre, e a ampliação no número dos postos de recebimento são os principais atrativos para o aumento no plantio. Já para Massimo Taques, que possui áreas em Arapoti e Ventania, o maior desafio está, juatamente, na falta de postos de recebimento. Ele que planta 15% de soja convencional em sua área vê vantagem no cultivo, principalmente na rotação de cultura, intercalando o plantio com soja transgênica. O agricultor estima que o investimento em pesquisa e o desenvolvimento de novas modalidades de semente pela Embrapa, como a BRS 284 devem motivar o cultivo de soja convencional. Para o gerente executivo da Fundação Meridional, Ralf Udodengler, a colaboração entre todos os envolvidos na cadeia produtiva é fundamental para a troca de tecnologias e informações, como as que ocorrem num dia de campo. “O que se busca é uma relação de ganha-ganha, onde está em jogo o aumento da lucratividade e da rentabilidade do agricultor”, diz. Segundo ele, a fundação é o elo que procura unir os agentes envolvidos no processo. Para o responsável técnico pela Menarim Sementes, engenheiro agrônomo Henrique Menarim, essas parcerias só tendem a fortalecer o segmento. No que se refere aos investimentos na produção de sementes convencionais de qualidade e certificadas, ele explica que o resultado se vê no campo e, consequentemente, nos produtos para o consumo humano. “Esse é um nicho muito importante e exige do produtor rural a adequação no método de produção para se enquadrar às exigências. “Eventos como esse que realizamos fazem com que o agricultor abra o leque de possibilidades, troque e informações e perceba novas possibilidades”.

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